Os Inimigos do Condomínio: Desrespeito, Desinteresse, Descontrolo Emocional

Imagine que após um longo dia de trabalho chega finalmente a hora de ir dormir. Deita-se confortavelmente na cama… e não consegue dormir com o barulho da máquina de lavar roupa, televisão, música e o arrastar de objectos que vem da casa do vizinho de cima.

Começa às voltas na cama, tapa a cabeça com a almofada, vê as horas a passar no relógio. Sente que já não consegue dominar os nervos, levanta-se, veste o roupão e vai bater à porta do vizinho. A vizinha irrita-se com o pedido de silêncio e maltrata-o verbalmente.
O condómino solicita ao administrador uma assembleia para tentar resolver esta questão, assim como o problema da infiltração na fachada do edifício que está a danificar não só partes comuns, mas também o tecto da sala da fracção do vizinho que mora ao seu lado. Já se marcaram várias assembleias mas nunca se pode aprovar um orçamento para a reparação porque não comparecem na assembleia condóminos suficientes para obter quórum.

Se o leitor mora no regime da propriedade horizontal pode, em qualquer momento, ser o condómino que não dorme, que é alvo de agressão verbal, ou que não vê as reparações necessárias feitas no edifício, ou pode, também, por vezes ser o condómino que incomoda com o barulho, responde mal ao vizinho, ou não participa nas assembleias.

Vença “os inimigos” da vida em condomínio e respeite os direitos de personalidade, nomeadamente o direito ao silêncio, e propriedade dos seus vizinhos. Participe positiva e assertivamente nas assembleias onde se podem deliberar regras que ajudem a manter a paz, boa utilização dos espaços e equipamentos comuns e o bom estado e valorização do património.

Não ser o causador nem a vítima de situações de conflitos no condomínio depende si.

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12 Respostas to “Os Inimigos do Condomínio: Desrespeito, Desinteresse, Descontrolo Emocional”

  1. Fernando Zorrinho Says:

    E quando se pede a ADMINISTRAÇÃO para resolver casos,como ladrar de cão várias vezes ao dia e à noite, quando detecta pessoas no respectivo patamar,e barulhos de aparelhagem,não se respeita pessoas doentes e trabalhadores que fazem turnos?

    • Ana Says:

      É realmente complicado para quem trabalha por turnos, mas a verdade é que a maioria das pessoas trabalha de dia e descansa à noite. Contudo mesmo de dia tem que haver civilidade, respeitar os outros. Eventualmente já terá falado com que vive nesse apartamento(?) essa será a primeira tentativa e caso não sejam receptivos pois chame quantas vezes entender a polícia acabarão por se cansar e actuar a seu favor relativamente a barulhos de aparelhagem. Quanto ao cão ele ladra e as pessoas falam quando não discutem aos berros e estas sim como seres pensantes devem respeitar os outros. De noite aí sim terão que controlar o ladrar do animal colocando-o noutro espaço da casa. Infelizmente viver em apartamentos traz muitas dores de cabeça, eu também já tive os meus aborrecimentos.

  2. Vera Silva Says:

    Identifico-me tão bem com este tipo de problema… Infelizmente os meus vizinhos de cima (um casal jovem) são dos que não comparecem nas reuniões e nem as quotas de condominio pagam. Já tentámos dialogar pessoalmente, enviaram-se cartas registadas que não foram sequer levantadas nos CTT, foram colocados pedidos escritos deixados debaixo da porta explicando e pedindo que não fizessem barulho nos periodos de descanço especialmente porque existe uma criança pequenina por baixo da casa deles, mas tudo isto de pouco ou quase nada serviu. Desde o bater e arrastar contante com portas e moveis, gritos, etc, etc, não querem saber, de nada servem as nossas explicações e pedidos. A policia diz que este tipo de barulho é complicado para eles actuarem, pois não é como musica alta ou obras por exemplo… É muito complicado quando não há respeito pelos outros nem mesmo pelas crianças. Espero que a situação não se deteriore cada vez mais ao ponto de haver problemas mais graves, há realmente um grande desconforto e descontrolo emocional. Conselhos? Serão benvindos. Obrigado.

  3. José silva Says:

    Compreendo perfeitamente este problema.
    Infelizmente, eu e a minha esposa temos sofrido bastante com o ruído e também com a falta de civismo de um vizinho em particular.
    Recentemente tivemos um bebé e passámos mais tempo em casa. Moramos num prédio mesmo à beira da Universidade de Guimarães,por cima de um café que está aberto até às 2 da manhã todos os dias, com karaoke ás 4as feiras e fins de semana sem descanso.O barulho da música é rídiculo. Passo o fim d semana a ligar para a Polícia. Estamos desesperados!!!! Nínguém nos vale?

    • Ana Says:

      Dirija-se aos Julgados de Paz e apresente queixa contra o seu vizinho. Os Julgados de Paz são bastante rápidos eu resolver essas e outras situações. De certeza que haverá mais condóminos incomodados obtenha deles o seu testemunho e verá que consegue sanar essa situação. Boa sorte.

    • toze Says:

      É lamentável a falta de civismo. Devia de ser criado algo para fazer parar com o ruído da má vizinhança e este assunto ser levado muito a sério. Fico disposto a todas as ideias.

  4. Fernando Zorrinho Says:

    É assim,estamos em Portugal, justiça nem a vemos,vou aguentando e espero que tenha paciência como tenho tido até hoje,mas por vezes ela falta.
    Obrigado pelos vossos comentários.

  5. Barbara Vaz Says:

    Não é fácil fazer valer os nossos direitos mas eu própria me deparei com problemas semelhantes. No ano passado fui administrador do meu condomínio e, por diversas vezes tive de alertar um dos vizinhos a propósito do cão (que incomodava dia e noite por ladrar incessantemente). No entanto, apesar dos meus esforços enquanto administradora não foi fácil fazer prevalecer o meu estatuto e direito ao silêncio. Por este motivo, devemos colocar-nos na posição do administrador quando exigimos determinadas coisas.

  6. Helena Portugal Says:

    Todos os relatos são bastante elucidativos do tipo de conflitos que podem tornar a vida no condomínio um inferno.
    Ainda penso que muitos destes problemas também passam pela indiferença de pessoas que moram no mesmo espaço mas não se conhecem.
    Custa mais incomodar um vizinho que conheço, que é simpático quando me encontra nas escadas, que tem uma pequena lembrança no Natal ou me surpreende com a oferta de umas fatias do delicioso bolo caseiro que acabou de fazer…
    Muitas vezes, são estes pequenos gestos inesperados que, ao surpreenderam, nos fazem cair em nós e perceber que aqueles vizinhos tão agradáveis não merecem o desrespeito com que têm sido tratados.

  7. Helena Portugal Says:

    Quando os conflitos não se resolvem a bem, há sempre a possibilidade de recorrer aos julgados e paz ou tribunal judicial.
    Infelizmente, nos conflitos que afectam os direitos de personalidade a solução é muito difícil. Se a vontade de pôr fim ao conflito não partir do conflituoso, não não há sentença que possa mudar as coisas.
    Para quem tem bebés pequeninos, já tentaram uma abordagem diferente a esses vizinhos, como por exemplo convidá-los para um lanche na vossa casa para conhecerem os vossos bebés? Sem ser num clima de conflito, conhecer-vos, partilhar a vossa harmonia e o estar com o bebé talvez ajude a sensibilizar para o problema e eles tenham mais cuidado.

    Espero mesmo que se resolva esse problema e muitas felicidades aos jovens pais!

  8. Jose Antonio Says:

    Boa tarde a todos, vou partilhar o meu caso moro num apartamento, o andar é meu, por cima um fulano que não me deixa dormir, o andar é arrendado, desde a sua instalação vai para 6 meses que não tenho sossego começou logo com a mudança desde martelar as 2 da manhã até furar com o barbequim a altas horas da noite, a queda de objectos para o chão é constante, e a horas de dormir, já foi questionado por mim mas não adiantei pois a má educação foi tal que virei costas, apresentei queixa ao condominio foram avisados por carta o proprietário e o utilizador do andar, a má educação veio ao de cima e cada vez tem sido pior, acham que os julgados da paz pode intervir neste caso?

    Obrigado

    • toze Says:

      Falo por experiência própria. Acho que a solução é mesmo chamar várias vezes as autoridades mas aviso a guerra vai ser má pois uma pessoa sem civismo nunca vencerá.

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